O blog está cansado de postar aqui neste espaço que 2018 chegou antes de 2016, ano das eleições municipais em que o cenário da campanha estadual costuma ser antecipada. E não é por causa da mídia, conforme os políticos atribuem, mas em decorrência deles próprios, até em virtude de estar cumprindo um bom desempenho na atividade legislativa.
O exemplo maior é do senador Raimundo Lira (PMDB), presidente da comissão especial do impeachment sobre o afastamento definitivo da presidente Dilma Rousseff. Em entrevista ao Jornal Estado de São Paulo neste final de semana, depois de traçar o seu perfil, Lira acabou revelando um sonho acalentado pelos políticos que chegam ao topo dessa atividade.
Pois bem, entre uma conversa e outra, muitas chamaram a atenção. No entanto, a que mais despertou a curiosidade, pelo menos desde repórter, foi a pretensão do peemedebista concorrer à sucessão do atual governador do Estado, de quem pode estar muito bem afinado e de quem, nos bastidores, já deve estar tratando desse assunto a pretexto de atraírem interesses políticos comuns entre eles.
Porém, ninguém pode afirmar que o senador Lira não está trabalhando pela Paraíba. Não há dúvidas disso, considerando o seu esforço em procurar resolver os problemas do Estado, principalmente acerca da liberação de recursos federais para investimentos. Portanto, é de se aguardar a participação do peemedebista na campanha municipal deste ano.
Dá entrevista, o blog traz algumas declarações do senador Raimundo Lira que servem de reflexão. Veja abaixo:
“Pelo fato de eu ter votado na admissibilidade alguns senadores da comissão podem olhar para mim e achar que eu votou votam sim, no mérito”.
“Quando vejo alguém impaciente, infeliz, ou nervoso, peço pra chamar, converso, e resolvo, ou tento resolver”.
“Toda situação política se movimenta. A gente não sabe o que vai acontecer. O momento político é de muitas surpresas”.
