Passando por um estúdio de televisão na noite passada, o governador Ricardo Coutinho (PSB) admitiu pela primeira que poderá não pagar a folha dos servidores público dentro do mês trabalhado, conforme vinha acontecendo no primeiro e segundo governo do socialista. Deve-se a recorrente perda do Fundo de Participação dos Estados (FPE).
Porém, tranquilizou o funcionalismo com uma frase: “Estamos empreendendo esforços para que o atraso do pagamento não ocorra, mesmo com todas as dificuldades financeiras”, ponderou. Ricardo disse que a Paraíba está no aguardo do Ministério da Fazenda a liberação de um empréstimo na ordem de R$ 112 milhões, um promessa que vem desde o governo da presidente afastada Dilma Rousseff, que neste aspecto torceu o nariz para a Paraíba.
Por não acreditar em retaliação do agora governo do PMDB, conforme fez questão de ressaltar, ele prevê que o empréstimo será liberado e lembrou que o dinheiro já está empenhado. Ao analisar a atual conjuntura política e econômica do Brasil, pós afastamento de Dilma da Presidência da República, o governador reiterou seu ponto de vista de que ela foi vítima de uma “conspiração”.
Sobre as declarações feitas pelo senador José Maranhão (PMDB), ainda aliado do seu governo, de que não iria procura-lo para intermediar uma aproximação com o presidente em exercício Michel Temer. “A bancada federal da Paraíba nunca, efetivamente, se uniu para referendas as emendas de interesse do nosso Estado; só emendas pequenas foram liberadas”.
