O trunfo é “paus” entre a Assembleia e o Tribunal de Contas do Estado. Bom mesmo é não convidar para as festas do fim de ano os dirigentes dessas instituições. O Executivo também está no meio desse conflito, depois de dar entrada no TCE de um requerimento alegando a “suspeição” dos conselheiros Nominando Diniz e Fernando Catão, este último relator das contas do governo referente ao exercício financeiro de 2014.
Durante a sessão desta terça (15), o presidente Adriano Galdino (PSB) fez um pronunciamento duro contra o TC do Estado, inclusive com ameaças de fiscalização no órgão controlador dos gastos públicos. O conselheiro Arthur Cunha Lima reagiu de pronto: “Eu estou convidando a fazer essa fiscalização no TCE”, disse em tom de desafio.
“Até porque”, continuou Arthur, “dessa forma, nos dará o direito de levarmos nosso pessoal para fazer um levantamento na Assembleia”.
E complementou:
– Só não sei se ele tem funcionários para isso… Nós temos.
Como se sabe, o clima de amenidade não existe entre os presidentes da Assembleia e do Tribunal de Contas do Estado. Deve-se a proposta de criação do TC dos Municípios, principalmente depois que Adriano Galdino declarou que “os conselheiros de agora perderão prestígio político”, se referindo a possibilidade de surgir um novo órgão controlador de recursos públicos.
O Executivo assiste as brigas de camarote, mas de olho na movimentação dos conselheiros por causa da ligação da maioria deles com o desafeto e senador Cássio Cunha Lima (PSDB).
