O senador José Maranhão (PMDB) colocou os joelhos no “confessionário” nesta terça (8), quando instado a falar sobre a “carta” do vice-presidente Michel Temer, que declarou-se abandonado e, outras coisas mais, pelo Palácio do Planalto – leia-se presidente Dilma Rousseff. Na confissão, JM endossou o escrito de Temer e, ainda, por cima, também, revelou mágoas de Dilma aproveitando a deixa do peemedebista.
Sempre prudente nas declarações, Maranhão põe-se a falar coisas que não falaria se não estivesse magoado. “A carta de Michel Temer reflete toda a verdade, no que tange a relação do Governo Dilma e do PT com ele, o vice-presidente e com o PMDB, isso é inquestionável, nosso partido nunca teve de fato o prestígio que merece, não só por sua história, mas por ter ajudado a construir o mandato da presidente Dilma”.
O “confessionário” ficou pequeno para as mágoas do senador paraibano, que narrou o episódio quando da indicação de Temer para coordenador político do Governo Federal:
– Quando Temer me procurou, eu disse que ele tinha errado em aceitar. Ora, se o PT não estava deixando nem a presidente Dilma governador, imagina se iria deixar que ele fizesse a coordenação política e não deu outra. Ele foi obrigado a sair da coordenação, por ter sido boicotado.
Maranhão evitou falar sobre o teor da carta, aprofundar-se no escrito. No entanto, deixou claro que não dará trégua a Dilma na discussão sobre o pedido do impeachment dela, conforme já analisado aqui em outro poste.
E arrematou o senador: “Mas, vamos aguardar as próximas horas, e ver o efeito que trará e então teremos como avaliar melhor essa carta de Temer que realmente é histórica.”
