Manoel Júnior, o preterido, só precisa ouvir as vozes das ruas

Sem que tenha vindo à boca do palco depois de eleito entre os 65 parlamentares para Comissão Especial que vai analisar o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o deputado federal Manoel Júnior (PMDB) esperou por esse momento. Está 100% descompromissado com o Planalto, o que lhe deixa em situação confortável para debater o pedido de afastamento.

Manoel Júnior não esconde de ninguém que é da tropa de choque do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Foi preterido pela presidente Dilma na recente escolha do ministro da Saúde, mas, certamente, não levará o estilo revanchista para o “Conselho de Sentença” do impeachment. O mundo é assim: dá muitas voltas.

Porém, ele tem apenas que escutar as vozes roucas das ruas, os sinais que estão vindo do asfalto para estabelecer a linha de conduta na comissão. A esta altura dos acontecimentos o Planalto está se lamentando por não ter indicado Manoel Júnior para comandar o Ministério da Saúde. Agora é tarde para lamentações.