Governo está sendo bonzinho com ex-prefeito Carlos Antônio

Para o Palácio da Redenção, a semana que começou melhor nesta terça (3) por causa do feriado de Finados. É que o governador Ricardo Coutinho não deixou que as criticas que recebeu de Cajazeiras, advindas do ex-prefeito Carlos Antônio pudessem ser apontadas como uma crise política. A propósito, nem de longe e não ocorreu porque foi logo debelada com a exoneração de Léa Silva da chefe-adjunta da Secretaria da Casa Civil.

É só o começo. Se prevê depois desse ato publicado no Diário Oficial do Estado já na noite passada a “exoneração” também de Carlos Antônio, tardiamente, aliás, da base aliada do governo. Na verdade, ele não serve pra nada mesmo. Se trata de um político que não resistiria uma avaliação da Justiça Eleitoral e logo seria impedido pela Lei da “Ficha Limpa”, aquela que barra registro de candidatos a mandatos eletivos com ficha suja.

Carlos Antônio, sua esposa e prefeito Denise Oliveira, o vice Júnior Araújo e a ex-auxiliar Léa Silva usaram as redes sociais e não pouparam o governo Ricardo Coutinho por ter suspendido os serviços de uma empresa de hemodiálise, cuja despesa era paga com verbas do tesouro estadual.

O Palácio ainda fez uma concessão ao ex-prefeito, chamando-o para indicar um nome para substituir Léa Silva. Numa situação normal isto não aconteceria. Para alguns, o governo está recarregando a tinta de sua caneta para continuar com as exonerações.

As “exonerações” também com aspas.