Na falta de assunto, OAB, ‘Fred’ é o advogado pobre

Chega a ser comovente o esforço de Odon Bezerra na campanha para eleger seu colega advogado Frederico Farias à presidência da OAB, seccional da Paraíba. Carrega sob os ombros um peso equivalente a de uma aeronave de grande porte, cujo trabalho Bezerra já começou a perceber que não está valendo a pena. A eleição acontece agora em novembro.

Decorre da rejeição do candidato de situação, cuja antipatia vem do advogado pobre, aquele que batalha no dia a dia nas varas dos tribunais do Estado para ganhar seu ganha pão. Como se sabe, “Fred” não tem o mesmo carisma, por exemplo, do seu adversário na corrida pela presidência da Ordem.

Suas promessas de campanha pouco estão sendo levada em consideração e tem caído no vazio. Parece até que está disputando eleição para a Associação Paraibana de Imprensa (API), pois existe até um projeto voltado para os jornalistas. Ou seja, ao invés de está debatendo assuntos relacionados a sua categoria, se preocupando com outra.

Por outro lado, é incapaz de ir ao encontro do advogado pobre, aquele que também é o companheiro de trabalho das batalhas nos tribunais, também eleitores como os ricos. Porém, como não é do mesmo nível dos mais abastardo profissionais, sequer recebiam o cumprimento quando não era candidato a presidente.

Outro dia o repórter encontrou um advogado de uma condição inferior financeiramente. E ele: “Quero que Fred (Frederico Farias) perca. Como quero que Fred perca, então rejeito todos aqueles que o apóiam”. Disse-me que votou em Odon Bezerra nas duas últimas eleições, também quando se candidato ao cargo de desembargador do Tribunal de Justiça. E justificou: “Odon é humilde. O candidato que ele está apoiando não é”.

Em suma: o que o advogado pobre quis dizer é que “sem Frederico Farias na presidência, a OAB da Paraíba é melhor”.