Espetacularização da PM na prisão de gente perigosa

Após sucessivas demonstrações de ineficiência no combate a violência, à Polícia Militar da Paraíba passou de coadjuvante da bandidagem a personagem principal de um filme que não tem fim. Deu-se no final de semana na longínqua cidade de Patos, distante a quase 300 quilômetros de João Pessoa, cujas cenas os paraibanos já conhecem porque viram, através da televisão em rede nacional, a espetacularização do desfile em carros abertos da corporação de marginais que assinaram um cabo PM ocasião de um assalto ao posto de gasolina.

E aqui não se está defendendo marginais, até porque a sociedade não agüenta mais tanta violência e está sedenta a fazer justiça com as próprias mãos. Porém, houve um excesso do comandado da polícia na operação bem sucedida, diga-se de passagem, e o tempo recorde dos bandidos autores do crime de latrocínio que ganhou repercussão nacional após o desfilo, em carro aberto, dos bandidos presos.

Se os marginais fazem questão de agir assim, então não é um bom exemplo a ser seguido. Pelo que ser observa do lado de fora os policiais forneceram o papel de vítima aos bandidos, todos desfilando em carro aberto, algemados e com a cara quebrada de apanhar. Acho, no entanto, não ser bom aliviar para cima dos marginais, porque quando eles têm oportunidade matam mesmo, conforme mostra o vídeo em que o PM foi abatido no momento do assalto.

Portanto, não se deve fazer autoelogios por ter lutado pelo lado certo no caso dos policiais que participaram da operação do final de semana, que em tempo recorde descobriu os autores do assalto, seguido de latrocínio, ao posto de combustível em Patos. A Polícia Militar tem sim que ser protagonista nunca coadjuvante. Porém, sem a espetacularização  demonstrada durante a prisão dos criminosos.

Diz-se que o mesmo empenho não haveria se fosse uma pessoa comum. É só aguardar cenas dos próximos capítulos para comparar.