Não pense que a crise passou longe da Igreja Católica da Paraíba. Ela está em plena efervescência e deve-se exclusivamente a participação do arcebispo Dom Aldo Pagotto nos protestos de 15 de março (domingo) em defesa do impeachment da presidente Dilma e o afastamento do PT do alto comando do Executivo nacional.
É bom lembra que o embate entre os religiosos paraibanos vem desde algum tempo, depois da tentativa de Dom Aldo proibir a participação de padres atuando na atividade política. Deu o que falar. Neste episódio mais recente, o deputado Frei Anastácio foi o porta voz da insatisfação contra o arcebispo. Serviu para o parlamentar religiosa relembrar o passado:
– Crítica tanto a participação de padres na política, disse Anastácio se reportando, claro, a Dom Aldo.
O Frei não foi nada cordial: “Ele (Dom Aldo) deveria mesmo era cuidar da Diocese, e não ficar se expondo desta forma. Ele na verdade é muito incoerente. Um dia, fala contra a participação de padres na política, no outro, ele age pior do que os padres, quando defende mesmo o PSDB, o que há de pior na política na Paraíba e no Brasil…”.
“[…] Com sua participação nas manifestações de 15 de Março, revelou de que lado está, ao lado da burguesia, do poderia econômico que o PSDB e outras forças retrógradas representam no Brasil”.
Bem, até os religiosos desrespeitam o período da Quaresma.
