Candidato do PMDB ao governo da Paraíba, o senador Vital do Rêgo Filho sabe que vai administrar uma armadilha e não uma candidatura. Consciente disso e, pacientemente, espera do PT paraibano uma relação de amizade como vem tendo durante esses três anos e sete meses do seu mandato com a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula e com os petistas no plano nacional.
Antes de encarar a disputa propriamente dita, o candidato Vital vai ter que enfrentar os petistas, conversar bastante nas próximas horas e estabelecer uma linha de convergência da campanha. Toda essa prudência se faz necessária por causa dos episódios que aconteceram até o presente momento, sobretudo a intervenção do PT de lá no daqui proibindo a aliança com o PSB do presidenciável Eduardo Campos.
O desmanche da aliança com os “socialistas” paraibanos foi uma ordem da presidente Dilma, também de Lula para o presidente nacional Rui Falcão. Como o PMDB nada tem a ver com os problemas petistas, então aguarda pelo desfecho do que está posto, ou seja, a contra-ordem da aliança com o PSB, partido do governador reeleitoral Ricardo Coutinho.
A prudência de Vital é tanta que ele não quer se pronunciar agora sobre a intervenção anunciada no começo da noite desta quinta (3). Pelo menos, neste momento. Prefere aguardar com expectativa a decisão que vem dos petistas, que é quem tem a iniciativa de procura os peemedebistas para uma conversa, até para esclarecer detalhes de como ocorreu a intervenção chamada de “branca”.
“Estou acompanhando com muita serenidade e espírito aberto o diálogo […] O cenário nacional, Dilma e Temmer (Michel, o vice-presidente da República), desafiam a todos nós a conjugar os espíritos de unidade…”.
“… Espero conversar com o PT para avançarmos nos atos de nossa campanha conjunta”, disse Vital mostrando-se afinado com o sentimento nacional de petistas e peemedebistas.
Melhor de tudo é que o senador Vital tem-se mostrado um candidato viável.
