Algo estranho pode estar por trás do pedido de suplementação de R$ 1,3 bilhão que o Palácio da Redenção enviou para a delegação da Assembleia, antes do recesso parlamentar deste primeiro semestre do ano. Como se sabe, ocorre uma operação igual a essa sempre entre os meses de outubro e novembro, numa em junho. Pelo menos neste volume em momento algum aconteceu.
Nesta sexta (13), o governador Ricardo Coutinho (PSB), como de costume, veio à boca do palco para reclamar do Poder Legislativo, cobrar o porquê da não apreciação do remanejamento na última sessão do primeiro semestre do ano. E, mais uma vez, tenta jogar os servidores de encontro aos deputados. Certamente, para ver se cola.
Na estratégia do se “colar, colou” ao ser instado a falar se prejudica o Estado, o governador Ricardo Coutinho comentou assim o assunto:
“Mais que o governo, prejudica o povo. Afinal, quem fica sem as leis que o governo está propondo é exatamente a população. Precisamos que a Assembleia vote a suplementação, porque se assim não fizer vai prejudicar os próprios poderes…’.
“[…] O próprio poder Legislativo, o Judiciário…”.
Em dado momento, ele admitiu que possa ocorrer problema no pagamento da folha de pessoas. E, novamente, botou a Assembleia contra a “parede”, declarando que “isso é um problema que o Legislativo tem que discutir e resolver internamente”.
Que é estranha essa suplementação ninguém tem dúvidas.
