O deputado federal Efraim Filho (Democratas) informou que estará cobrando mais uma vez ao Ministério da Educação que torne a informática disciplina obrigatória na parte diversificada dos currículos do ensino médio.
Ele já apresentou, em anos anteriores, requerimento aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados com essa reivindicação, e que irá continuar cobrando uma solução para essa demanda da população e dos cursos de Ciências da Computação.
“Muitos universitários estão concluindo o curso de Licenciatura em Informática e não estão sendo aproveitados pelo Estado, pelo simples fato da inexistência dessa obrigatoriedade da informática no ensino público”.
Falou em contradição do governo “em oferecer o curso de Licenciatura em Informática, mas não torna obrigatório o aprendizado, prejudicando o cidadão que não tem oportunidade de aprender informática na Escola Pública e milhares de jovens universitários que estão concluindo o curso de Licenciatura em Informática e não terão a oportunidade junto ao ensino público, restando como alternativa apenas o ensino privado” afirmou Efraim Filho.
Citou uma pesquisa realizada em 400 escolas públicas em 13 capitais brasileiras que constatou a falta de preparo para lidar com as novas tecnologias. “As escolas possuem computadores, mas falta melhorar o uso das máquinas. Entre as instituições de ensino, 98% tem computador e 83% acesso a internet com conexão banda larga. Mas em poucas escolas os equipamentos são utilizados de forma eficiente na melhoria da aprendizagem” informou.
Efraim Filho argumenta, ainda, que o próprio Ministério da Educação, ao elaborar os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio, reconheceu a importância da informática. O conhecimento dos assuntos ligados à computação, segundo Efraim Filho, chega a ser uma condição para se conseguir emprego e não se restringe apenas a uma ferramenta de aprendizagem, como entendem muitos educadores.
A proposta altera o artigo 26 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, Lei 9.394/96). Segundo esse artigo, os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela.
Assessoria
