Desembargadora Fátima emociona como novo artigo sobre o saudoso Zé Maranhão

A desembargadora Maria de Fátima Bezerra Cavalcanti voltou as redes sociais nesta sexta-feira (26) para falar, claro, do sentimento de perda demonstrado pelos amigos do saudoso esposo e senador José Maranhão (MDB).

O sentimento de solidariedade vem de todas as partes, em especial dos colegas de parlamento. São milhares. Porém, na esfera política a desembargadora Fátima Maranhão destaca o prefeito Cícero Lucena, “mesmo em meio às tribulações decorrentes das providências no combate diário aos efeitos do Covid-19, conseguiu reservar minutos do seu tempo, revelando profundo abatimento, externar a admiração e a amizade que nutria por Zé Maranhão”.

Do Congresso Nacional, conforme o escrito, “todos os Senadores, sem exceção, mandaram mensagens de sinceros sentimentos de perda de meu marido, com coroas de flores enviadas pelo presidente do Senado e por Fernando Collor de Melo”.

“Quanto a Davi Alcolumbre, José Sarney, Michel Temer e Baleia Rossi, qualquer palavra de gratidão é insuficiente para retribuir a consideração que demonstraram…”

“… Representando os amigos, cito Roberto Cavalcanti. Quem tiver Roberto por amigo, saída que tem um irmão leal, solidário e presente (Provérbios 18:24). Na vida, são raros aqueles que, de fato, podemos chamar de amigos verdadeiros, mas meu marido os tinha, inclusive na aviação”, cravou.

Em outro trecho, reservou para o senador Veneziano Vital do Rego (MDB): “E a você, Veneziano Vital do Rego, que entrou nessa casa como o olhar semelhante ao que vi no sepultamento do seu pai, o inesquecível Vital do Rego, eu revelo todo o meu afeto, pela amizade e pelo laço de parentesco que nos une…”

Prossiga com a leitura do mais recente artigo escrito pela desembargadora Fátima Maranhão:

(Veja o post na íntegra neste link:
https://www.facebook.com/zemaranhao/photos/a.280874545422168/1891518274357779/)

Por Fátima Maranhão:

Amanheceu. O sol, com força intensa, começou a irradiar sua luz sobre a praça João Andriola, em frente à minha casa. Não havia ninguém na rua. Da varanda do meu quarto, vejo o jardim todo florido e sinto falta do nosso cão dálmata, que falecera. Acompanhando-me na sacada do primeiro andar, Gina Dantas comenta: – Essa casa perdeu a alma.

Eu concordo: – Verdade, prima. Que vazio!

Como em um filme, observo o portão da frente – antigamente fechado apenas por um ferrolho – cerrado, agora, por cadeado. Ao avistá-lo, me vem à mente a imagem de alguns políticos, juízes e amigos, que por ele passaram, em visitas realizadas nesses últimos dias.

Incrível a roleta russa da vida. Mesmo em meio à pandemia, recebi visitas que – respeitando o devido distanciamento nas acomodações da sala – queriam, na minha presença, derramar uma lágrima de solidariedade, a somar-se às tantas que tenho expelido.

Foram muitas as demonstrações de apreço que recebemos, mas alguns personagens não posso deixar de citar… e peço que, em seus nomes, sintam-se lembrados todos os demais que, de alguma forma, dirigiram suas manifestações de apoio, guardadas em meu coração.

Do Poder Judiciário, menciono a Desa Maria das Graças Morais Guedes, companheira de labuta e de vida, que chegou a chorar copiosamente comigo, atraindo para si a intensidade da minha dor. Em seu nome, minha amiga, agradeço à magistratura da Paraíba e aos Ministros dos Tribunais Superiores, que me telefonaram, telegrafaram e/ ou mandaram flores.

Da esfera política, Cícero Lucena, mesmo em meio às tribulações decorrentes das providências tomadas no combate diário aos efeitos do Covid-19, conseguiu reservar minutos do seu tempo para, revelando profundo abatimento, externar a admiração e a amizade que nutria por Zé Maranhão. É através do nosso prefeito, que agradeço a toda classe política do meu Estado, tanto do Poder Executivo, quanto do Legislativo.

No Congresso Nacional, todos os Senadores, sem exceção, mandaram mensagens de sinceros sentimentos pela perda de meu marido, com coroas de flores enviadas pelo Presidente do Senado e por Fernando Collor de Mello. Quanto a Davi Alcolumbre, José Sarney, Michel Temer e Baleia Rossi, qualquer palavra de gratidão é insuficiente para retribuir a consideração que demonstraram.

Representando os amigos, cito Roberto Cavalcanti. Quem tiver Roberto por amigo, saiba que tem um irmão leal, solidário e presente (Provérbios 18:24). Na vida, são raros aqueles que, de fato, podemos chamar de amigos verdadeiros, mas meu marido os tinha, inclusive na aviação.

Enfim, nessa esteira de reconhecimento, reverencio também todos aqueles que prestaram homenagem a Maranhão, desde a sua chegada no hangar do aeroporto (aqui uma saudação especial ao Governador João Azevedo, pelo elevado espírito de respeito humano), depois no Palácio do Governo (funcionários e voluntários, agradeço a organização), bem como nas ruas, durante a passagem do cortejo, na chegada emocionante do esquife à Matriz de Araruna, no sepultamento e nas celebrações religiosas.

A todos transmito a nossa gratidão, em meu nome, no dos nossos filhos, netos e genro. Recebam a gratidão da família Maranhão e da família Bezerra Cavalcanti!

E a você, Senador Veneziano Vital do Rego, que entrou nessa casa com o olhar semelhante ao que vi no sepultamento do seu pai, o inesquecível Vital do Rego, eu revelo todo o meu afeto, pela amizade e pelo laço de parentesco que nos une.

Tenho certeza de que o Nosso Amor, na morada celestial, onde se tem uma visão misericordiosa desse mundo, está cada dia mais envolto pela luz Divina, sentindo as energias de amor emanadas da Terra. “Eu revelo todo o meu afeto”, diz viúva de Maranhão sobre amizade e o laço de parentesco que une sua família com a de Veneziano.

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