Raimundo Lira perde a CCJ; é a 4ª derrota consecutiva

Não adianta tripudiar com o senador Raimundo Lira (PMDB). Pelo menos neste momento de sua quarta derrota nas pretensões de ser alguma coisa no Senado. A “tetra-frustração” do político da Paraíba ocorreu por causa de um erro estratégico dele, que uniu-se ao governador Ricardo Coutinho (PSB) para destronar do cargo de presidente estadual do partido, o líder inconteste  senador José Maranhão.

Mas pode não ter sido esse o motivo para a quarta derrota consecutiva de Lira, que propagou que seria ministro do Planejamento, presidente do Senado, líder da bancada do PMDB e, por último, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante do parlamento. A última frustração deu-se na manhã desta quarta-feira (8), ao perder a disputa com o senador Edison Lobão (PMDB-MA).

Viu que errou quando tentou destronar Maranhão da presidência do PMDB da Paraíba, tentou fazer o percurso de volta ao se acostar ao principal liderança da legenda peemedebista no Estado. Era tarde demais. Já tinha sido dominado por Renan Calheiros (AL) e companhia, que trabalhou para eleger Lobão. Lira já havia jogado a toalha antes, quando declarou a imprensa paraibana que estava sendo “fritado”.

E foi mesmo. Dentro do PMDB – e Lira sabe disso – as conspirações são feitas para quem está no alto clero do partido e da Casa. O senador paraibano é do baixo e isso ficou comprovado durante a escolha de hoje. Resta a Raimundo Lira tentar recompor os “cacos”, a começar por aqui, quando tentou o impossível, e se distanciar o quanto pode do governador Ricardo. O problema é que agora ele perdeu totalmente a confiança. Que já não havia a propósito de tudo o que aconteceu ao redor do político.

Se Galvão Bueno tivesse na narração da peleja desta amanhã diria: É tetra, é tetra…