Ação do MPF traz Cássio para perto de Renan e Eduardo. Humm!

Começou a chamada “caça as bruxas”. Uma ação do Ministério Público Federal invadiu o gabinete do senador Cássio Cunha Lima, em Brasília, sem ao menos bater à porta do gabinete. Também não precisava, pois o que se pretendia era chamar o “feito a ordem” no caso do nepotismo direto. A “visita” do MPF teve o objetivo de ordenar o político paraibano a afastar um parente do político de quarto grau.

Pedia-se o afastamento do “Cunha Lima” Flávio Romero, chefe do gabinete do parlamentar-líder dos tucanos no Senado. Por meio de sua assessoria de comunicação, Cássio disse que “não concordo”, mas “irá acatar a sugestão do Ministério Público”. Assim sendo, o funcionário pode se considerar demitido.

O curioso é que o ato ilegal atingiu o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado; e Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara Federal. Se o propósito foi arrastar Cássio para dentro dos malfeitos, onde estão os dirigentes das ‘casas” Alta e Baixa do Congresso Nacional, parece não ter conseguido.

Assina o escrito de ordem a procuradora Márcia Brandão, que no seu ato acaba reconhecendo que o caso do senador Cássio não se enquadra na lei do nepotismo ao evocar a Súmula 13 do Supremo Tribunal Federal, que veta a contratação de parentes até terceiro grau em órgãos públicos, não atingindo o quarto grau.

No entanto, a determinação de afastamento de um Cunha Lima também viola os princípios constitucionais da “moralidade, impessoalidade e eficiência” na administração. Na ótica da procuradora que ordenou o afastamento de Flávio Romero Cunha Lima.

É bom lembrar que Cássio é líder do PSDB no Senado, principal calo do Palácio do Planalto e um incomodo para a presidente Dilma. E só.