A OPÇÃO DE RÔMULO, por Lena Guimarães

Vai abaixo o artigo da jornalista Lena Guimarães na edição desde domingo (16), do Correio da Paraíba. Permite uma avaliação do deputado-secretário Adriano Galdino (PSB) acerca da opção do vice-governador Rômulo Gouveia, também presidente do PSD/PB, como candidato ao Senado na chapa à reeleição do governador Ricardo Coutinho (PSB):

“Adriano Galdino, 53 anos, não é nenhuma estrela da política paraibana. A sua história está restrita a três mandatos de prefeito de Pocinhos (município de 17 mil habitantes e 13 mil eleitores) e o de deputado estadual que conquistou em 2010 pelo PSB. Contudo, foi ele quem melhor explicou a opção do presidente do PSD, Rômulo Gouveia, por Ricardo Coutinho, dando as costas a 31 anos de amizade e parceria política com a família Cunha Lima.

“Politicamente é o espaço que Rômulo tem. Não há outra possibilidade dele ser Senador pela Paraíba senão numa chapa que tenha o governador Ricardo como governador”, explicou Adriano Galdino. Essa sua frase, registrada pelo blog do secretário Luis Torres (Comunicação), tem o seguinte complemento: “É bom para o Estado ter um Senador humilde e que tenha boa ligação com a classe política e é bom para Campina Grande, que talvez seja a única cidade do interior do Brasil que vai ter três senadores”.

Pelo que disse, a decisão de Rômulo seria mais uma a ser enquadrada na máxima de que política se faz com as vísceras (necessidades de sobrevivência) e não com o coração (os sonhos de transformação social).

Na verdade, em cenário com a renovação da aliança de 2010, Rômulo enfrentaria a concorrência de qualquer escolhido pelo PSDB, o partido mais forte e com o diferencial de contar com o prestígio de Cássio. Na melhor hipótese, poderia disputar em faixa própria, ou seja, sendo o segundo candidato da coligação para a vaga única em disputa.

Para ser o único candidato a senador no cenário de renovação da aliança, Rômulo teria que primeiro conseguir o aval de Cássio e do PSDB, que além do atual senador Cícero Lucena, tem ainda Ruy Carneiro com condições de entrar na disputa.

A crise que afastou o PSD e PSDB deu a Rômulo a oportunidade de colocar o seu PSD como parceiro prioritário do PSB, principalmente por ter quase o mesmo tempo de propaganda (8,18% do total) do PSDB (8,96%). Sem esquecer que deu a Ricardo a satisfação de dividir o exercito de Cássio.

Mas como tudo na vida tem um preço, Rômulo terá que enfrentar Campina, onde fez-se política com as bênçãos dos Cunha Lima, e todos os rótulos que sua decisão vai inspirar”.

 

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