O problema do PMDB parece não ser o senador suplente

Raimundo Lira começou o movimento por mudança na presidência estadual do PMDB, seu partido. Não deu certo. Recuou, e agora está sem ambiente. Veneziano Vital do Rêgo, o peemedebista rebelde, segue pregando a divisão da legenda. Porém, numa linha partidária totalmente contraria. Até lançaram o nome de Roberto Paulino para substituir o senador José Maranhão na direção do pemedebê. Ele não aceitou entrar no jogo da discórdia.

Enfim, o deputado estadual Ricardo Marcelo, ex-presidente da Assembleia, apresentou a solução: a candidatura a sucessão governamental em 2018. “Eu acredito que o PMDB com o senador José Maranhão vai crescer e teremos um nome próprio nas eleições do próximo ano”, declarou.

Quem apostou em dividir o partido no passado se deu muito mal. O senador suplente Raimundo Lira já sofreu quatro derrotas consecutivas num espaço de três meses. A tentativa de “destronar” Maranhão da presidência estadual do PMDB pode ser considerada a quinta dele.

Ricardo Marcelo quer uma definição rápida da bancada, principalmente para que ela se posicione na oposição ao Governo do Estado. “Não dá para servir a dois senhores ao mesmo tempo”. Mesmo sem citar os nomes, se refere aos deputados Jullys Roberto (suplente) e Nabor Wanderley, governistas desde a instalação da atual legislatura estadual.