Governo quer atribuir ao TJ ‘desequilíbrio’ das contas

Parece claro que havia tratativas entre o Governo do Estado e o Tribunal de Justiça com as gestões anteriores a do atual desembargador-presidente Joás Pereira de Brito. Ele tem usado a lei nas decisões tomadas em desfavor do Executivo estadual. O governador Ricardo Coutinho não pensa assim.

Usa a prerrogativa de chefe do Executivo na tentativa de mudar o foco das discussões, quando em recente entrevista foi orientado não abaixar a cabeça para o Poder Judiciário. “Terei que creditar ao Tribunal de Justiça, o desequilíbrio gerado por esta medida”.

A medida que se refere é o bloqueio de R$ 33 milhões para pagamento de precatórios, o sequestro de R$ 5 milhões de uma dívida com os funcionários do antigo Ipep, além de ganho de causa de uma ação em favor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

Pelo que se tem conhecimento, o “desequilíbrio” a que se refere o governador pode estar na folha de pagamento dos servidores, principalmente por causa da despesa extra com a folha dos codificados, que à Polícia Federal e o Ministério Público Federal investigam possíveis irregularidades.