Depois da PF, Pamela recorre ao Ministério Público Federal

A ex-primeira dama Pâmela Borio, que já foi casada com o governador Ricardo Coutinho, até já sabe quem expôs suas fotos íntimas em redes sociais, mas não quer se antecipar as investigações da Polícia Federal, também do Ministério Público Federal (MPF), órgão que recorreu nesta quinta-feira (29). Na PF, está aberto um inquérito na área dos crimes cibernéticos.

Ela espera que tudo seja esclarecido imediatamente. Pelo menos é o que deseja e tem conversado com amigos neste sentido. Alguns nomes suspeitos já foram repassados à Superintendência da Polícia Federal. Porém, estão sendo mantidos sob sigilo, mas deverão ser convocados para depoimento.

Na hipótese de ser confirmado crime cibernético, conforme está demonstrado, os supostos implicados também poderão ser enquadrados na Lei Maria da Penha.

Agora, confira abaixo carta de Pâmela Borio sobre esse deplorável caso:

Ainda abalada com o covarde e violento ataque que tenho sofrido, comunico que hoje estive com meu advogado criminalista Marco Camello, com meus ex-advogados especialistas em crimes cibernéticos Romulo Palitot e Gustavo Rabay, além da assistência constante dos meus atuais causídicos Michelle e George Ramalho. 

Todos nos preparamos para uma grande operação além da Paraíba, pois implica engenharia social e imputo tecnológico indisponível neste Estado.

Ontem, estive na Polícia Federal e agendamos para a manhã desta quinta-feira (dia 29) alguns acréscimos a um inquérito em Brasília, para onde irei em breve tratar deste e de outros procedimentos criminais.

Também será entregue representação ao Ministério Público Federal a fim de autorização de abertura de inquérito.

Denúncias envolvendo este fato já estavam registradas anteriormente em Boletins de Oocorrência na Polícia Civil e na DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).

Tal crime, além de ser enquadrado na Lei Maria da Penha, dentro da especificidade Revenge Porn (violência psicológica), também é tipificado na chamada “Lei de Carolina Dieckmann” e, dentro disso, quem compartilhou deverá responder por essa infração penal. Todos os prints coletados serão entregues à investigação e quem recebeu deverá apontar a proveniência, numa correlação em cadeia, chegando à autoria do crime.

Espero que, muito em breve, os culpados sejam punidos.”