Cássio vê dedo do Planalto na implosão do seu PSDB

O blog registra declaração proferida pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB), vice-presidente do Senado, em conversa com Josias de Sousa. Disse ele: “O governo interveio no partido”. Claro, a frase logo chegou ao Planalto.

Depois de afirmar que “isso é muito grave”, Cássio injetou: “Terá uma consequência interna, que é o fortalecimento da candidatura de Tasso ao comando do partido. E repercutirá além das fronteiras do PSDB. Vai sacudir o cenário político”, previu.

E quem não ficou surpreso com o ato do senador Aécio Neves (MG), que escolheu como seu substituto o vice-presidente Alberto Goldman. Tasso Jereissati (CE), que estava na interinidade acabou sobrando na curva.

Cássio voltou a cena: “Ficaremos muito atentos aos métodos que o governo vai utilizar”. O tucano mirou o Planalto, a quem voltou atribuir a intervenção. “Na política, pode-se ganhar ou perder. Mas essa ação do governo no PSDB não é prenúncio de boa coisa”.

E continuou: “Esse governo já demonstrou que é capaz de usar todos os métodos – os ortodoxos e os heterodoxos”. Não pensa que o senador paraibano parou com seu entendimento para o que aconteceu nesta quinta (9).

Tem mais Cássio: “Não admitiremos passivamente a compra de convencionais, a pressão sobre governadores por meio de convênios, a tentativa de influenciar o voto com a oferta de empregos e vantagens. A essa altura, não é possível estimular essa pedagogia do atraso”.

Agora o arremate: “A partir de decisão partidária, tomada pela instância máxima do PSDB, os ministros que quiserem participar do governo terão, evidentemente, que sair do partido. Do contrário, o partido deixaria de existir. Não faz sentido aceitar o desrespeito a uma decisão da convenção”.

OBS: As declarações do senador Cássio contidas neste espaço está descrita no blog do jornalista Josias de Sousa.