Camila crê no milagre do julgamento do governador

A deputada Camila Toscano (PSDB) não se conforma com a falta de julgamento das ações que pedem a cassação do governador Ricardo Coutinho (PSB), num total de oito processos, todos eles, segundo a parlamentar, “com indícios insuspeitos de irregularidades”. Ela lamenta que tenha de ser desse jeito e pontuou: “Chegamos ao final de mais um ano e as ações ainda não foram julgadas. A sociedade espera mais agilidade na apreciação dos processos eleitorais”, cobrou.

É fato que a Justiça Eleitoral da Paraíba esteja agindo como se nada de anormal tivesse ocorrido na campanha de 2014, ano da reeleição do atual chefe do Executivo da Paraíba. Camila veio à boca do palco nesta sexta-feira (16) para citar o exemplo da Aije sobre gastos com publicidade e a repercussão da cassação, pelo TRE de São Paulo, do mandato do prefeito de São José dos Campos, por uso indevido de recursos da comunicação, caso semelhante ao que ocorreu na gestão de Ricardo no ano eleitoral.

Ou a lei que se aplica em São Paulo é diferente da legislação eleitoral paraibana. Como se sabe, é uma norma só e o que vale para um e aplicada a todos. A única diferença é que aqui não se julga será por que é proibido por causa de uma lei inexistente. Sobre as supostas irregularidades na comunicação, Camila explicou:

“Além de empenhar despesas muito superiores à média dos últimos três anos, infringindo a legislação, o atual governador efetuou o pagamento referente a peças e campanhas de publicidade que sequer chegaram a ser veiculadas e isso no período proibido por lei”.

Os gastos com a comunicação são apenas um exemplo das supostas irregularidades. “Gastou-se mais com publicidade do que com áreas essenciais como segurança, para compra de equipamentos e formação dos policiais, por exemplo. Tudo para tirar proveitos eleitorais. Um total absurdo”.

Além da comunicação, existem outros três processos que deverão confirmar conduta vedada da campanha à reeleição do governador, a exemplo do PBPrev, do Empreender-PB e Fiscal. Diz-se ser todas “cabeludas”.
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