Presidente do Sindifisco diz ter sido ameaçado de morte

Na Paraíba, ameaças de morte é coisa série e não se pode brincar com quem está por trás do anonimato. Contada por Manoel Isidro, presidente do Sindifisco/PB, ele informou a direção da entidade o episódio de uma ligação telefônica com ameaças a sua integridade física e também de seus familiares.

Desconfia que tenha sido ocorrido por causa da divulgação de informações recentemente encaminhadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), no tocante a veiculação de um “listão” de servidores batizados de “codificados” na folha de pagamento do Governo do Estado.

Conforme foi repassado aos demais associados do Sindifisco, o fato teria ocorrido no dia 4 de julho passado e “atinge toda a categoria fiscal, em especial, a pessoa de um dos nossos representantes classistas”, diz a nota da entidade se referindo ao presidente Manoel Isidro.

Por saber que não pode brincar com coisa séria é que as providências legais já foram tomadas junto aos órgãos de segurança, quer seja no plano estadual ou federal “para que os criminosos responsáveis pelas ameaças anônimas sejam descobertos e punidos, de forma a garantir o exercício de nossa cidadania sem intimidações de qualquer espécie”.

Destaca-se, ainda, a despeito da nota, o seguinte: “Em mais de 27 anos de existência, nenhuma ocorrência deste tipo foi registrada por nosso Sindicato. A diretoria do Sindifisco-PB repudia veementemente as ameaças e continuará a defender incansavelmente a transparência dos dados públicos em todas as esferas e órgãos da administração”.

“Listão” – O “Caso dos Codificados” ganhou grande repercussão. Envolve o pagamento de uma folha paralela no valor de R$ 30 milhões, e trabalhadores ganhando salários de até R$ 27 mil/mensais. Como se trata de prestadores só da área de saúde do Estado, à Polícia Federal entrou no caso e está investigando. O Ministério Público Federal também.

A Polícia Civil do Estado, por iniciativa do governador Ricardo Coutinho (PSB), está no caso. Porém, a investigação por uma autoridade do próprio Executivo estadual não tem muita credibilidade.